Tuesday, January 15, 2013

Roteiro Magnético no Museu Americano de História Natural - NY

Série Roteiros Magnéticos: lista dos nossos passeios no destino, para você se inspirar


Eu nem acho muita graça em ver bicho empalhado em museu, prefiro vê-los vivinhos no Zoológico. Mas o Museu Americano de História Natural (American Museum of Natural History) tem muito mais que isso: fósseis de dinossauros, meteoritos, e galerias que explicam desde os mistérios do universo até os costumes dos diferentes povos da Terra.

Ele é parecido com o Met em três aspectos:
- É gigantesco!
- O preço da entrada também é sugerido, o que quer dizer que você paga o quanto quiser, apesar da pressão do cara da bilheteria pelo valor cheio (mais uma dica valiosa do pessoal do Guia Mãos de Vaca).
- É grudadinho no Central Park.

A questão de ser grudado no Central Park desta vez é bem interessante, porque o museu fica pertinho de uma atração obrigatória para os fãs dos Beatles: o Memorial Strawberry Fields, construído em homenagem ao John Lennon. O Dakota Building, prédio onde ele vivia e em cuja calçada foi assassinado, fica bem em frente à entrada do Central Park que chega ao Memorial.

Nós descemos na estação perto do Dakota Building, visitamos o Memorial e caminhamos dentro do Central Park até o museu. Este pedacinho do parque tem uma visita linda pra uma das lagoas. Você pode passar lá após a visita também, se não escurecer cedo e você ainda tiver forças.

  
Strawberry Fields e Central Park

Chegando ao museu, uma dica ótima que um amigo me deu é começar pelo 4º piso, porque é lá onde estão os dinossauros. Como a exposição é bem grande e detalhada, melhor estar descansado. Fique ligado na trilha no chão que te guia através da evolução das espécies, e especialmente nos itens protegidos por vidros: muitos deles são fósseis de verdade!

  
Uma tartaruga gigante pré-histórica e o esqueleto do T-Rex

No 2º e 3º pisos estão galerias de animais (répteis, anfíbios, mamíferos e pássaros) e dos diferentes povos do mundo. Passamos super rápido nestes andares porque, como disse acima, não vejo muita graça nesta história de bicho que não se mexe. Mas lembrando que isso é a minha opinião, devo lembrar que as galerias dos animais são grandes sucessos do museu, especialmente entre as crianças. Os ambientes são muito bem feitos, já que, além dos animais, seu habitat também é reproduzido.

  

Nas galerias retratando as diferentes etnias do planeta há coisas interessantes como objetos dos índios brasileiros na Galeria de Povos da América do Sul, a réplica de uma estátua da Ilha de Páscoa na Galeria dos Povos do Pacífico, e uma réplica da Pedra do Sol dos Astecas o Calendário Maia na Galeria México e América Central. Aquele calendário que "disse" que o mundo ia acabar em 2012, lembra?

  
Objetos dos índios da Amazônia na Galeria dos Povos da América do Sul e réplica do Calendário Maia na Galeria México e América Central

No primeiro piso estão as minhas galerias preferidas: as do espaço! Quando fomos, descemos na ordem e, quando chegamos no térreo, a galeria do universo já estava meio apagada, e os nossos pezinhos sofrendo. Deveríamos ter descido diretamente do 4º para o 1º piso, e visto o 2º e 3º se desse tempo.

A minha galeria preferida do museu é o Hall dos Meteoritos. Tem diversos meteoritos em exposição, com destaque para um com 34 toneladas de ferro! Tem um pedaço que eles desgastaram e dá pra ver que é ferro. Uma vez escutei na TV que não existe ferro neste estado na natureza, só minério de ferro, e isto é uma das pistas para saber que é um meteorito.

É legal demais, olha o tamanho dele perto de mim.

Olha eu aí com a "pedrona de ferro" do espaço.

Ao lado do Hall dos Meteoritos fica o Hall dos Minerais, onde há várias pedras interessantes, inclusive brasileiras. Do outro lado é o Hall da Origem Humana, que também gostei muito! A evolução é explicada de um jeito bem fácil de entender  - e de acreditar. :) Um dos destaques da galeria é a Lucy, um dos esqueletos mais completos já encontrados dos primeiros hominídeos. Minha mãe, professora de História, quase chorou quando viu!

  
A árvore da evolução humana e o fóssil Lucy

A próxima é a Grande Galeria, com uma canoa gigante de 1904, e ao lado fica a Galeria dos Índios da Costa Noroeste. Me lembrei na hora dos desenhos do Pica Pau quando vi os totens! :-D

  
A canoa gigante da Grande Galeria e os Totens da Galeria dos Índios da Costa Noroeste

O Hall da Biodiversidade também é bem interessante. São expostos animais em risco de extinção, um mural com as diferente espécies de animais (o Espectro da Vida), incluindo uma lula e uma água viva gigantes. Tem até uma floresta tropical neste hall. E ele é a porta de entrada para a galeria mais bonita do museu: o Hall da Vida Oceânica e sua super baleia.

  
O Espectro da Vida, no Hall da Biodiversidade, e o Hall da Vida Oceânica

Infelizmente meu planejamento não foi legal e não deu tempo de visitar decentemente as galerias que mais gosto: as do Universo. Elas se espalham pelo térreo e 3 primeiros pisos, ao redor de uma bola gigante cuja parte inferior é o Teatro do Big Bang, e a parte superior, o Planetário. Da próxima vez que eu estiver no museu não quero nem saber de dinossauro. Vou direto ao Planetário!

No térreo fica uma galeria bem interessante, o Hall do Universo. Tem bastante coisa pra ler, mas procure pelas pedras da Lua, que foram coletadas durante a Missão Apolo. Também tem mais meteorito nesta galeria. O Caminho Cósmico, que circunda o Planetário, já estava fechado, mas conseguimos ver as "Escalas do Universo", que gostei muito! Fica no 2 piso, debaixo de Júpiter e Saturno. :) Esta galeria mostra os planetas em escala, pra você entender o quanto a Terra é pequenininha. Bem legal mesmo!

  
A galeria "Escalas do Universo" e o Hall do Universo

Ah, minha última dica é que o museu tem várias lojinhas diferentes, de acordo com o tema da galeria mais próxima. E tem cada coisa super legal, que só lá mesmo pra encontrar.

Espero que este post ajude a planejar a sua visita melhor que planejei a minha! :)


Veja tudo sobre Nova York no Colecionando Ímãs em: Nova York - Índice de Posts.

8 comments:

  1. Muito massa!!! pirei para os meteoritos!! só um detalhe: A pedra do "calendário maia" na verdade é uma pedra asteca (ou mexica), e era usada como plataforma de luta para os astecas, não como calendário! informações do museu de antropologia da cidade do méxico! :) https://picasaweb.google.com/quelmt/CiudadDeMexico#5695084679812595666

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    1. Nada como ter leitores especialistas... É isso que dá confiar no Google!
      Muito obrigada, corrigi lá!

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  2. Quando tempo você levou nesse passeio?

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  3. Oi Anônimo,
    Acho que foram umas 5 horas.
    Obrigada pela visita!
    Camila

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  4. Quanto tempo em média se gasta no museu?

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    1. Oi Lorena,
      Cada um tem seu ritmo e seus interesses, não dá pra medir.
      Eu gastei 5 horas e não vi tudo, mas você pode gastar menos se pular algumas salas.
      Obrigada pela visita!
      Camila

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  5. Olá. Tenho 64a e minha esposa 54. Temos disposição, mas não podemos ser velozes. Quanto tempo leva a exibição do Planetário, para nós pularmos as outras salas na medida?

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    1. Oi Guilherme,

      É bem difícil estimar o tempo que se gasta em um museu, cada um tem seu ritmo. Mas não precisa se apressar: reserve pelo menos a manhã toda para o passeio, e vá descansando nos sofás espalhados no museu.
      A minha sugestão é que, chegando no museu, peguem o mapa e escolham as galerias que interessam. E comecem por elas, por estarem mais descansados.
      Se eu fosse de novo, começaria no primeiro andar (Planetário, meteoritos, vida oceânica e biodiversidade), subiria para o quarto (dinossauros), e depois passearia no segundo e terceiro andar se ainda tivesse forças.

      Obrigada pela visita, e boa viagem!
      []s
      Camila

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